O Tijolo Ecológico

O que é o Tijolo Ecológico?

A Muralha da China foi erguida com técnicas de solo compactado e está aí, há mais de dois mil anos, para provar sua resistência. De lá pra cá, com o surgimento do cimento, de equipamentos e práticas de construção mais avançadas, a técnica volta ao centro das atenções como excelente alternativa para a construção civil.

Obtido através da mistura do solo, cimento e água, que criam um composto que endurece após ser prensado e curado, os Blocos Modulares de Compostos de Solo-cimento – comumente chamado de Tijolo ecológico – ganharam resistência, durabilidade e aprimoradas tecnologias construtivas, além de excelente desempenho de segurança e estética quando comparados a outras técnicas usuais de construção em alvenarias.

A cada dia a utilização de Resíduos de Construção Civil e Industrial ganha mais espaço na construção modular e ecológica, com aplicações tão variadas que vão de conjuntos habitacionais de interesse social, a residências de alto padrão e tantos outros tipos de construções, inclusive de instalações industriais e comerciais com estilos e portes diversos.

Por que é ecológico?

Os Tijolos Modulares de Solo-Cimento são chamados também de Tijolos Ecológicos por permitirem, em sua composição, o uso de areia, de resíduos e escória de usinas siderúrgicas, de agregados reciclados de entulho de construção civil, de resíduos de atividades mineradoras e outros passivos ambientais resultantes de atividades variadas, que no processo se tornam componentes agregados através do emprego de cimento e água que, submetidos à pressão e ao processo de cura, geram peças padronizadas e altamente resistentes.

Por não usar o barro vermelho, matéria-prima tradicional dos tijolos convencionais, evita-se também a degradação do meio ambiente causada por sua extração. Outra grande vantagem referente à questão ecológica é que o processo de produção dos tijolos não necessita de fornos, o que gera uma grande economia energética e evita que muitas florestas sejam destruídas para a obtenção da lenha.

Os tijolos ecológicos contribuem ainda para a redução de emissão de gases poluentes na atmosfera e estima-se que para cada mil tijolos ecológicos fabricados, de sete a doze árvores de porte médio são poupadas.

BENEFÍCIOS ECONÔMICOS DA CONSTRUÇÃO EM ALVENARIA MODULAR COM TIJOLOS ECOLÓGICOS

  • Economia de 50% com concreto e 60% com ferragens para a sustentação estrutural da edificação;
  • Economia de 100% com madeira para a armação de formas estruturais de vigas, colunas e vergas;
  • Economia de 100% em cimento e agregados em argamassas para o assentamento dos tijolos, dado que os Tijolos Modulares são auto ajustáveis e autotravantes por encaixes perfeitos entre as peças;
  • Economia de 100% em cimento e agregados em argamassas de revestimento para regularização e acabamento das paredes internas e externas. É feito apenas o rejuntamento dos tijolos, que se conformam em aspectos físicos regulares;
  • Economia de materiais de acabamento e de efeito cosmético, já que os tijolos modulares apresentam padrão estético decorativo;
  • Economia de 40% ou mais com a mão de obra, já que a metodologia construtiva com tijolos modulares de solo-cimento dispensa mão de obra especializada. Os módulos autotravantes alinham-se automaticamente na montagem;
  • Economia de tempo para a conclusão acelerada da obra, já que aumenta a velocidade da construção em até dez vezes, refletindo entre outras na economia de alocação e mobilização de mão de obra;
  • Economia superior a 15% com material (tijolo) dado a redução do desperdício por quebra, considerando-se a maior resistência mecânica dos tijolos modulares de solo-cimento em comparação com os blocos de concreto e os tijolos cerâmicos. Economia ainda potencializada pela adoção de peças especiais, em formato de meio tijolo, o que acarreta melhor rendimento dado à dispensa de se fazer recortes de peças na obra (Aproveitamento de quase 100% do produto);
  • Economia com mão–de-obra e materiais para as instalações elétricas e hidráulicas da edificação, dado que os furos internos dos tijolos são condutores para a rede hidráulica e elétrica (fios elétricos e canos de água passam por dentro das paredes eliminando o procedimento de quebrar as paredes para passar os conduítes), como é necessário em casos de construção com materiais ordinariamente utilizados (tijolos cerâmicos e blocos de concreto);
  • Economia total no final da obra entre 40% a 50%;
  • Economia de energia para a modulação e controle climático e acústico de ambientes edificados com os Tijolos Modulares de Solo-Cimento, já que os furos dos tijolos formam proteção térmica e acústica (o som que vem de fora se torna reduzido e a temperatura da interna da casa sempre é amena).

Breve história sobre a Técnica de Estabilização dos Solos para a Construção Civil

Muralha da China - Mais de 2 mil anos - Solo Compactado

Muralha da China – Mais de 2 mil anos – Solo Compactado

A busca por técnicas construtivas que minimizem os impactos ambientais ocasionados pela construção, da extração da matéria prima para o fabrico de materiais até os últimos acabamentos da obra arquitetônica, é o maior desafio dos profissionais e da indústria da construção civil na atualidade.

A redução do desperdício, a busca pela eficiência dos processos construtivos e o aprimoramento das tecnologias aplicáveis à construção civil também são fatores de constante empenho em um mercado altamente competitivo. Os desafios da sustentabilidade no setor da construção civil remete à revisão de técnicas e de recursos (materiais) arquitetônicos em uma nova perspectiva tecnológica para experiências comprovadamente eficientes.

Este é o prisma que confere às técnicas construtivas com a aplicação de solos estabilizados o perfeito alinhamento ao paradigma vigente da sustentabilidade sistêmica da cadeia produtiva da construção civil moderna.

Um novo olhar e um método tradicional com uma nova abordagem tecnológica traz para a atualidade um Sistema Construtivo Inovador.

Utilização do Solo um Sistema Construtivo Milenar de Altíssima Resistência

Castelo de Paderne – Portugal 800 anos - Taipa

Castelo de Paderne – Portugal 800 anos – Taipa

Ressalta-se que na história da arquitetura encontram-se há aproximadamente cinco mil anos alvenarias com terra crua e alguns tipos de aditivos e que muitas soluções plásticas distintas foram utilizadas com sucesso, podendo este material e suas possibilidades de técnicas construtivas atenderem a vários partidos arquitetônicos.

Uma breve História da Estabilização do Solo no Brasil mostra que durante um considerável intervalo de tempo a técnica foi bem aceita e muito bem sucedida. Os primeiros estudos sobre a estabilização foram feitos no ano de 1941 pela ABCP e pelo IPT com blocos e paredes em solo-cimento. Na pavimentação rodoviária a primeira experiência no Brasil ocorreu no ano de 1940, num pequeno pátio de manobras do Aeroporto Santos Dumont – Rio de Janeiro. No ano de 1941 foi executado um trecho experimental na estrada federal Areias no estado de São Paulo até Caxambu, estado de Minas Gerais, e depois na estrada – tronco principal em Alcântara e o trecho João Pessoa – Porto de Cabedelo no estado da Paraíba. No ano de 1942 a 1943 foi construída pista de aviação, em Petrolina, Pernambuco, e no ano de 1944 em Bom Jesus da Lapa estado da Bahia. Outras construções foram feitas como a casa de bombas do aeroporto de Santarém com 42 m² no ano de 1945, em 1948 em Petrópolis, no Vale Florido a Fazenda Inglesa. No ano de 1949 a 1950 o famoso e sexagenário Hospital Adriano Jorge do Serviço Nacional de Tuberculose, com 10.800 m² com 432 leitos, construído em Manaus e atualmente em pleno funcionamento, com todas as suas paredes em solo-cimento. Conjunto residencial em Coelho Neto – RJ construído em 1958, sendo que a construção recebeu posteriormente mais um pavimento. Desde 1940, o Brasil possuiu a segunda maior área pavimentada com este material, que atinge mais 110 milhões de m² acompanhados pela ABCP, superada apenas pelos EUA.

Igreja Colonial – Brasil 200 anos - Adobe e Taipa

Igreja Colonial – Brasil 200 anos – Adobe e Taipa

Construíram-se muitos mil quilômetros de estradas em solo-cimento, sendo que muitos trechos com mais de 20 anos atualmente estão em ótimas condições, permanecendo ainda intactos apesar do elevado índice de tráfego. Também foram feitos vários trechos íntegros pavimentados com solo-cal e areia-cal-cinza volante, com dezenas de anos abertos ao tráfego. O solo-cimento ensacado é uma das várias modalidades desta tecnologia, com maiores possibilidades de aplicação em encosta de barragens.

A partir de 1960 o Solo-cimento começa a ter vários estudos científicos e estas pesquisas começam a ser divulgadas, principalmente por duas instituições: o IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo e a ABCP – Associação Brasileira de Cimento Portland.

Nos EUA – O solo-cimento é empregado desde a primeira década do século XX onde as pesquisas pioneiras sobre o material são de 1935, feitas junto a PCA – Portland Cement Association.

Os Norte-americanos utilizaram extensivamente o solo-cimento durante a segunda Guerra Mundial, entre outras, na construção de pistas de aviação nas Ilhas do Pacífico, o que resultou em um enorme Know How técnico e tecnológico. Sua utilização chegou inclusive a ser estudada como alternativas aos Rip-Rap convencionais (enroncamento, proteção de taludes para refletir impacto) de modo que em 1961 foi construída uma seção de teste em escala natural num reservatório de água no estado do Colorado, que após 10 anos de acompanhamento com testes e estudos de performance econômica e desempenho de durabilidade e de segurança teve a sua viabilidade aprovada.

A moderna técnica dos Blocos Modulares de Compostos de Solo-cimento

Milênios se passaram desde as primeiras experiências de construção com solo estabilizado e com o surgimento do cimento, o constante aprimoramento metodológico e os avanços tecnológicos, de design e de equipamentos para a estabilização de compostos de solo-cimento por compactação, esta técnica representa atualmente excelente alternativa para a sustentabilidade sistêmica da cadeia produtiva da construção civil.

Atualmente as técnicas de estabilização de solo para a construção civil retoma nos laboratórios das universidades e centros de pesquisa o status de solução alternativa e moderna aos desafios da cadeia da construção civil.

A adição de cimento ao solo permite obter um material com características que lhe conferem qualidades superiores a outros materiais ordinariamente utilizados em construção de alvenarias.

  • Menor absorção e a perda de umidade do material não causam variações volumétricas consideráveis;
  • Maior resistência à umidade, dado que o material não se deteriora quando submerso na água;
  • Grande resistência à compressão, que é ainda aumentado quando o material é aplicado em situação de grande exposição à umidade ou mesmo de submersão;
  • Material mais durável devido a uma menor permeabilidade;
  • Excelente desempenho térmico e acústico;
  • Padronização de formatos;
  • Menores custos relativos e menores impactos ambientais em sua produção e utilização.

Solo + Cimento + Água + Tecnologia moderna de moldagem por alta-pressão
+
Design Inovador e Eficiente
=
Bloco Modular de Solo-cimento, a Solução Sustentável e de Alta Performance para a Construção Civil Moderna.

O Bloco Modular de Solo-cimento é obtido através da mistura do solo, cimento e água, que depois de prensada e curada, endurece ganhando a resistência e a durabilidade suficiente para diversas aplicações. A construção com as modernas técnicas dos Blocos Modulares de Solo-cimento vem sendo merecidamente reconhecida como uma alternativa sustentável que alia com simplicidade e eficácia vantagens competitivas consideráveis ao se comparar com outras técnicas usuais de construção. Perfeitamente alinhada aos novos paradigmas da sustentabilidade, a nova tecnologia dos Blocos Modulares de Solo-cimento ou simplesmente Tijolos Ecológicos também apresenta aprimoramentos de metodologias construtivas que garante maiores níveis de eficiência energética, econômica, social e ecológica, além de excelente desempenho de segurança e estética quando comparada a outras técnicas usuais de construção com alvenarias.

A utilização dos Blocos Modulares de Compostos de Solo-cimento e Resíduos de Construção Civil e Industrial tem ganhado a cada dia mais espaço na construção modular e ecológica, em aplicações tão variadas, que vão de conjuntos habitacionais de interesse social, a residências de alto padrão e tantos outros tipos de construções, inclusive de instalações industriais e comerciais de tipos e portes diversos.